Histórias do RIO GRANDE. Uma viagem bem-humorada no tempo...
GUSTAVO CRAMER
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Renato disse...
Em 10/06/2011 Célio Soares no Jornal Agora:
O centenário de Gustavo Cramer
"Neste sábado, 11 de junho, transcorre o centenário de nascimento de um
verdadeiro herói rio-grandino: Gustavo Ernesto de Carvalho Cramer.
Nascido nesta data em 1911, Cramer foi atleta do Clube de Regatas Rio
Grande, na natação e no remo, e goleiro do SC Rio Grande, do qual seu
pai, Gustavo Torres Cramer, foi um dos fundadores. Após atuar em outras
funções ainda na juventude, dedicou-se à aviação, sendo brevetado pelo
Aeroclube do Rio Grande, onde chegou a instrutor de voo, daí galgando
todos os escalões da aviação comercial, tornando-se piloto da famosa
Panair do Brasil." Na década de 1940, a Varig resolve suspender seus
voos para Rio Grande, obrigando nossos passageiros a embarcar em
Pelotas, enfrentando as dificuldades de uma estrada de péssimas
condições, ainda sem pavimentação. Ao tomar conhecimento deste fato,
Cramer preocupou-se e resolveu fundar uma empresa aérea em sua terra
natal. Em 1946, reunindo alguns capitalistas, fundou a Sociedade Anônima
Viação Aérea Gaúcha – Savag. Dos três aviões Lockheed Lodestar
adquiridos da Panair, de prefixos PP-SAA, PP-SAB e PP-SAC, o primeiro
batizado de “Cidade de São Pedro do Rio Grande”, foi recebido
festivamente em 10 de janeiro de 1947, iniciando, assim, as viagens
entre Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre. Em seguida, vieram os
aparelhos que se chamariam “Cidade de Pelotas” e “Cidade de Bagé”. Autorizada
a funcionar em 2 de janeiro de 1947, a Savag cresceu e chegou a atender
cerca de 15 cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Mais
tarde, adquiriu um Douglas DC-3, batizado com o nome de “Erechim”, e
iniciou os voos para Rio de Janeiro e São Paulo. Guatavo Cramer
perdeu a vida tragicamente, em 30 de julho de 1950, pilotando um de seus
aviões, juntamente com o ex-ministro da Aviação, senador Salgado Filho.
A homenagem que recebeu na ocasião, quando o Município, por decreto do
prefeito Miguel de Castro Moreira, deu seu nome ao recém-inaugurado
Aeroporto Municipal, pouco ou nada significa nos dias atuais, por falta
do reconhecimento oficial das autoridades aeroviárias, que reconheceram,
isto sim, o aeroporto de Bagé, como “Aeroporto Gustavo Cramer” e o de
Erechim, como “Aeroporto Comandante Cramer”. É preciso, e urgente,
que alguém tome a iniciativa de prestar a merecida homenagem devida ao
nosso conterrâneo que teve a ousadia de criar, há 65 anos, uma empresa
aérea que talvez tenha sido a primeira numa cidade do interior do
Brasil. Gustavo Cramer merece ter seu nome perpetuado nem que seja numa
rua da cidade que o viu nascer. Com a palavra nossos homens públicos!
25 de novembro de 2014 08:46
Gustavo e Getúlio, anos 40
ARLINDO TEIXEIRA disse...
Alguém sabe se na época ou depois, surtiu algum efeito com esse
comentário do Célio Soares no Jornal Agora? Os nossos "queridos" Edis
fizeram o mínimo que é propor através de requerimento, o nome do Gustavo
Cramer como rua?
25 de novembro de 2014 11:30
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Comentários
ARLINDO TEIXEIRA disse…
Alguém sabe se na época ou depois, surtiu algum efeito com esse comentário do Célio Soares no Jornal Agora? Os nossos "queridos" Edis fizeram o mínimo que é propor através de requerimento, o nome do Gustavo Cramer como rua?
Em 10/06/2011 Célio Soares no Jornal Agora:
O centenário de Gustavo Cramer
"Neste sábado, 11 de junho, transcorre o centenário de nascimento de um verdadeiro herói rio-grandino: Gustavo Ernesto de Carvalho Cramer. Nascido nesta data em 1911, Cramer foi atleta do Clube de Regatas Rio Grande, na natação e no remo, e goleiro do SC Rio Grande, do qual seu pai, Gustavo Torres Cramer, foi um dos fundadores. Após atuar em outras funções ainda na juventude, dedicou-se à aviação, sendo brevetado pelo Aeroclube do Rio Grande, onde chegou a instrutor de voo, daí galgando todos os escalões da aviação comercial, tornando-se piloto da famosa Panair do Brasil."
Na década de 1940, a Varig resolve suspender seus voos para Rio Grande, obrigando nossos passageiros a embarcar em Pelotas, enfrentando as dificuldades de uma estrada de péssimas condições, ainda sem pavimentação. Ao tomar conhecimento deste fato, Cramer preocupou-se e resolveu fundar uma empresa aérea em sua terra natal. Em 1946, reunindo alguns capitalistas, fundou a Sociedade Anônima Viação Aérea Gaúcha – Savag. Dos três aviões Lockheed Lodestar adquiridos da Panair, de prefixos PP-SAA, PP-SAB e PP-SAC, o primeiro batizado de “Cidade de São Pedro do Rio Grande”, foi recebido festivamente em 10 de janeiro de 1947, iniciando, assim, as viagens entre Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre. Em seguida, vieram os aparelhos que se chamariam “Cidade de Pelotas” e “Cidade de Bagé”.
Autorizada a funcionar em 2 de janeiro de 1947, a Savag cresceu e chegou a atender cerca de 15 cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Mais tarde, adquiriu um Douglas DC-3, batizado com o nome de “Erechim”, e iniciou os voos para Rio de Janeiro e São Paulo.
Guatavo Cramer perdeu a vida tragicamente, em 30 de julho de 1950, pilotando um de seus aviões, juntamente com o ex-ministro da Aviação, senador Salgado Filho. A homenagem que recebeu na ocasião, quando o Município, por decreto do prefeito Miguel de Castro Moreira, deu seu nome ao recém-inaugurado Aeroporto Municipal, pouco ou nada significa nos dias atuais, por falta do reconhecimento oficial das autoridades aeroviárias, que reconheceram, isto sim, o aeroporto de Bagé, como “Aeroporto Gustavo Cramer” e o de Erechim, como “Aeroporto Comandante Cramer”.
É preciso, e urgente, que alguém tome a iniciativa de prestar a merecida homenagem devida ao nosso conterrâneo que teve a ousadia de criar, há 65 anos, uma empresa aérea que talvez tenha sido a primeira numa cidade do interior do Brasil. Gustavo Cramer merece ter seu nome perpetuado nem que seja numa rua da cidade que o viu nascer. Com a palavra nossos homens públicos!