VIVA O PAPAREIA!
Pessoal, muito obrigada pela força. O Papareia não morreu, só esteve na UTI, sobreviveu, fez transplante e está agora em fase de fisioterapia. O Facebook não vai substituir, jamais, embora esteja publicando com muito orgulho as fotos antigas de Rio Grande e sempre citando, quando é o caso, a fonte: "retirado do Papareia" - isso é um orgulho! Continuo recebendo retratos, comentários, continuo catalogando nossos arquivos implacáveis, agora existe uma pasta separada do que ainda não foi publicado. Mas... sempre essas 3 letrinhas no meio... vocês sabem que agora estou sozinha e nunca fiz a história para que a foto fosse publicada, sempre foi ao contrário: surge a história feita por vocês e eu publico a foto. Por isso que alguns já se deram conta disso, e agradeço o estímulo. Começamos em 5, agora to sozinha, mas vou vencer essa barreira - promessa é dívida! Inclusive, estou treinando mais 2 tipos de blog indicados, mas todos requerem que vocês também se modernizem: é do te...
Comentários
Desde a construção da fábrica dividida em seus setores, de 155.000 m² sendo 45.000 m² de área coberta, dando emprego a centenas de trabalhadores, na fábrica e até mesmo em suas próprias casas e inclusive a apenados que tinham a tarefa de retirar os carrapichos da lã bruta. A construção das casas dos oficiais mais graduados -mestres e contra-mestres- o cassino dos mestres, a construção, em frente, da série de casas, 169, para o operariado, a instalação da creche, da escola, inicialmente para os trabalhadores e depois para seus filhos, o armazém cooperativa, um ambulatório médico, uma biblioteca, a Sociedade Mutualidade, espécie de seguro em casos de doença, invalidez ou morte e até mesmo uma banda de música. As lutas para se conseguir crescer e investir numa época difícil em que a industrialização brasileira passaria por mudanças políticas, econômicas e sociais, o investimento no aumento da malha ferroviária e no Balneário Sequeira, as alterações no porto de Rio Grande, a proclamação da República em 1889. As idas e vindas ao Rio de Janeiro, o recebimento da Comenda da Rosa e o título de Comendador, a perda simultânea do filho mais velho e um irmão para a febre amarela, também no Rio em 1895, e mais muito mais do que isso, daria um alentado livro para os que se importam ou gostariam de conhecer o passado daquela grande obra, seus fundadores e suas lutas. Afinal é com Rheingantz, em 1874, que a grande industria realmente se inicia no Rio Grande e no Estado.