Gente. Se formos fazer um DNA o regatas vai aparecer no sangue de
todos. Muita, mas muita história para contar daquele querido clube. Dadinho,
posso publicar aqui o artigo que tu escreveste s/o Regatas? [Odilon Lucas de Oliveira]
Quinta-feira,
Set 08
Você já ouviu
falar no Regatas? Sabe o que é? O que significa para Rio Grande? Será que ainda
existe? Pois quem tem mais de trinta anos e vive, ou morou em nossa cidade, com
certeza tem a maioria das respostas. Nós com mais de trinta certamente de
alguma forma vivenciamos este lugar que foi e sempre será mais que um clube
para nós. Este local que chamamos de Regatas poderíamos também chamar de pai,
mãe, nossa casa, meu time, meu irmão, enfim qualquer nome ou expressão que
melhor represente nossos sentimentos. Não podemos esquecer e com certeza
transmitiremos aos nossos descendentes este bem querer. Esta é uma relação tão
forte que ao nos identificarmos para alguém com mais de trinta, no final
acrescentamos o Regatas como parte comum, como um parente. O Regatas é o nosso
sobrenome. Mesmo que hoje você não encontre o nosso time de basquete nos
jornais, não encontre nossos nadadores, remadores, as banhistas da boia de pneu
no verão, os peladeiros do futebol de sábado (que podemos qualificar como a
melhor terapia de grupo que já existiu pois uma tarde no campo, valia mais que
anos de divã com o melhor médico existente) as águas do canal ainda estão lá
delimitando a bacia e quebrando nas pedras. Este local foi a maior fabrica de
apelidos de Rio Grande e sempre que nossos olhos encontram o azul combinando
com o branco lembraremos do Fonte Fria, do Dr. Falcão, do Roçadinho, do Guayba,
do Luizinho, do Curi, do Risada, do Chimango, do Leão, do Vicente, do Gominha,
do Totonho, do Yusef, do Bira Jacaré, do Bira Terra, do Paulinho Cavalo, do
Ubiratã Salvado, do seu Maneca, do Seu Mauro, do Juca , do Arnaldo, do Méco, do
Jajá, do Pacarito e tantos outros. Lembro ainda o pessoal do tênis, da mãe
d'agua no verão, da base, da veloz, da torcida do basquete enfim... Faltou
alguém? Faltaste tu que um dia foste adotado por este que foi mais que um clube
foi o lar, a casa, a família que escolheste pôr tua própria vontade e lá te acolheram
como um filho adorado, como o foi com todos que ali passaram. REGATIANO, hoje o
nosso clube querido que tanto prezamos e do qual nos afastamos fisicamente mas
não na memória, precisa de socorro. O REGATAS muito fez por ti. O que podes
fazer por ele agora? Vamos colaborar e permitir que o clube da macega envelheça
com dignidade. Não permitamos que ele venha morrer desfigurado, cheio de
saudades das nossas peraltices, dos nossos gritos, saltos, mergulhos e
braçadas. Pois o nosso clube já não tem árvores com tanto viço, suas paredes
marcadas pelo tempo estão cobertas de limo, seus gramados são tragados pela
erva daninha, sua pista de atletismo sucumbe diante das crateras. Mas se bem
escutares, ainda ecoam por lá os nossos gritos, o alarido dos guris, a sedosa
voz das jovens, em lugares onde mulheres de pele bronzeada faziam bem aos nossos
olhos. O sol ainda retine nas águas. Regatas, nosso pai, nossa mãe. Teus filhos
estão na tua cabeceira. Luiz Eduardo - Dadinho
Domingo, Setembro 05, 2002
Comentários
Desafio aqui pelo menos 5 “frestiadores “fazer algum comentário, nem que seja para me mandar longe. Abraço grande a todos.